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Segurança Publicado em Por Stéfano Barcellos

Código Afastamento SJ1: Significado e Como Usar

Código Afastamento SJ1: Significado e Como Usar
Confirmado por Stéfano Barcellos (imagem ilustrativa)

Panorama Inicial

No contexto do direito trabalhista brasileiro, os códigos de afastamento e desligamento desempenham um papel fundamental na administração de rescisões contratuais. Entre esses, o código SJ1 destaca-se como uma designação específica para registrar a rescisão contratual a pedido do empregado, também conhecida como pedido de demissão. Esse código é amplamente utilizado em documentos oficiais, como o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT), e em sistemas governamentais de controle de emprego, incluindo o eSocial, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Entender o código SJ1 é essencial para empregados, empregadores e profissionais de recursos humanos, pois ele define não apenas o motivo do término do contrato, mas também os direitos e obrigações decorrentes dessa escolha voluntária. Diferentemente de situações de demissão sem justa causa, onde o trabalhador tem acesso a benefícios como o seguro-desemprego e a multa de 40% sobre o FGTS, o SJ1 impõe restrições significativas, o que pode impactar a estabilidade financeira do empregado.

De acordo com dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2024, cerca de 12% dos desligamentos no Brasil foram motivados por iniciativa do empregado, totalizando aproximadamente 1,8 milhão de casos, com uma projeção de alta de 5% em 2025 devido à maior mobilidade no mercado de trabalho pós-reformas. Este artigo explora o significado do código SJ1, sua aplicação prática, direitos associados e atualizações legislativas, oferecendo uma visão completa e otimizada para quem busca informações sobre rescisão contratual a pedido do empregado. Ao longo do texto, destacaremos as implicações para 2025 e além, baseadas em legislações vigentes como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei 8.036/1990 do FGTS.

A relevância do tema cresce com a digitalização dos processos trabalhistas, como o evento S-2390 no eSocial, que exige codificação precisa para evitar erros administrativos. Para mais detalhes oficiais, consulte o portal do Ministério do Trabalho e Emprego.

Por Dentro do Assunto

O código de afastamento SJ1 é uma classificação padronizada no âmbito do direito do trabalho brasileiro, instituída para categorizar os motivos de término do contrato de emprego de forma clara e rastreável. Especificamente, o SJ1 refere-se à rescisão contratual iniciada exclusivamente pelo empregado, sem envolvimento de justa causa ou acordo mútuo. Essa designação foi estabelecida para alinhar os registros com os requisitos do TRCT, que é o documento oficial de quitação das verbas rescisórias, e com os sistemas de envio de eventos ao governo federal.

Significado e Contextualização Legal

De acordo com a CLT, nos artigos 482 a 487, o pedido de demissão é uma manifestação unilateral do trabalhador, que deve ser formalizada por escrito, preferencialmente com homologação sindical ou em assembleia para contratos indeterminados com mais de um ano de vigência. O código SJ1 surge como uma abreviação prática: "S" para solicitação, "J" para justa (no sentido de iniciativa do empregado, embora não envolva falta grave) e "1" como identificador sequencial. Ele difere de códigos como o 40 no CAGED ou 21 na RAIS, que são equivalentes numéricos para o mesmo tipo de desligamento, mas o SJ1 é o padrão no TRCT e eSocial desde a implementação do Novo CAGED em 2020.

No eSocial, o uso do SJ1 ocorre no evento S-2390 (Desligamento), onde o empregador deve informar o motivo do término do contrato para fins de compliance fiscal e previdenciário. Erros na codificação, como confundir SJ1 com I1 (demissão sem justa causa), podem resultar em glosas ou autuações pela Receita Federal, especialmente após as discussões em fóruns contábeis em 2024 sobre discrepâncias entre sistemas. Para empregadores, isso representa uma responsabilidade acrescida, pois o envio incorreto pode atrasar o pagamento de guias como a GFIP e o acesso a benefícios pelo trabalhador.

Como Usar o Código SJ1 na Prática

A aplicação do SJ1 inicia-se no momento em que o empregado manifesta sua intenção de deixar o emprego. O processo envolve os seguintes passos principais:

  1. Formalização do Pedido: O trabalhador deve entregar uma carta de demissão protocolada, indicando a data pretendida para o fim do contrato. Se houver cumprimento de aviso-prévio, o período é de 30 dias, prorrogável para mais em casos de tempo de serviço superior a um ano.
  1. Elaboração do TRCT: O empregador preenche o TRCT com o código SJ1 no campo de motivo de desligamento. Esse documento é gerado digitalmente via plataformas como o eSocial ou sistemas de folha de pagamento integrados.
  1. Cálculo de Verbas Rescisórias: Incluem saldo de salário proporcional, 13º salário proporcional, férias vencidas acrescidas de 1/3 constitucional e o depósito do FGTS referente ao período trabalhado, sem a multa de 40%. O pagamento deve ocorrer em até 10 dias corridos após o término.
  1. Envio de Eventos Governamentais: No eSocial, o evento S-2299 (Processo de Afastamento) pode ser usado preliminarmente, seguido do S-2390 com SJ1. No CAGED, utiliza-se o código 40 para equivalência.
Em 2025, com a obrigatoriedade de digitalização total do TRCT via gov.br, o uso do SJ1 tornou-se ainda mais streamlined, reduzindo burocracias, mas exigindo assinatura digital via Certificado Digital eSocial (e-CPF). Para pequenas empresas, sistemas como o da Sankhya facilitam o cadastro, garantindo conformidade. Um hyperlink de autoridade útil é o guia oficial do eSocial sobre eventos de desligamento, que detalha a codificação.

Direitos e Restrições Associados ao SJ1

Embora o empregado tenha autonomia para pedir demissão, o código SJ1 acarreta limitações em benefícios previdenciários. O saque integral do FGTS não é autorizado, exceto em situações excepcionais, como contas inativas há mais de três anos ou demissão consensual (que usa código diferente, como o acordo mútuo de 2020). A Medida Provisória 1.108/2022 e a Lei 14.382/2022 mantiveram essas regras para 2025 e 2026, sem alterações significativas na reforma trabalhista.

O seguro-desemprego, por sua vez, é negado, pois exige demissão involuntária. Verbas como o aviso-prévio indenizado só são devidas se o empregado optar por não cumpri-lo, mas isso reduz o período de contribuição para fins previdenciários. Estatísticas do MTE indicam que, em 2024, 1,8 milhão de casos SJ1 resultaram em perda média de R$ 2.500 em benefícios potenciais, impulsionando a busca por recolocação rápida no mercado.

Atualizações recentes incluem o foco em mobilidade laboral pós-pandemia, com 5% de aumento em pedidos de demissão em 2025, atribuído a oportunidades em setores como tecnologia e serviços. No entanto, sem mudanças na CLT, o SJ1 permanece como uma opção de baixa proteção social, incentivando negociações para acordos consensuais que liberem até 80% do FGTS.

Lista de Direitos e Obrigações no Código SJ1

Para facilitar a compreensão, segue uma lista organizada dos principais direitos e obrigações associados ao uso do código SJ1 na rescisão a pedido do empregado:

  • Saldo de Salário: Pagamento proporcional aos dias trabalhados no mês da demissão, conforme artigo 459 da CLT.
  • 13º Salário Proporcional: Cálculo baseado no tempo de serviço no ano, sem integralidade se não houver 12 meses completos.
  • Férias Vencidas + 1/3: Quitação de períodos não gozados, com adicional constitucional de 1/3 sobre o valor.
  • Depósito de FGTS: Atualização do saldo com 8% sobre a remuneração, mas sem multa rescisória de 40%.
  • Aviso-Prévio: Obrigatório o cumprimento ou indenização, podendo ser trabalhado ou compensado financeiramente.
  • Certificado de Trabalho: Emissão digital via Carteira de Trabalho Digital, comprovando o período laborado.
  • Obrigações do Empregador: Homologação do TRCT em até 10 dias e envio imediato ao eSocial para evitar multas.
  • Restrições ao Trabalhador: Inelegibilidade para seguro-desemprego e saque de FGTS, exceto em contas inativas.
Essa lista reflete as normas vigentes até 2025, enfatizando a importância de assessoria jurídica para evitar surpresas financeiras.

Tabela Comparativa de Códigos de Desligamento

A seguir, uma tabela comparativa entre o código SJ1 e outros comuns, destacando diferenças em direitos e aplicações, baseada em dados do CAGED e eSocial atualizados para 2025:

CódigoDescriçãoDireito a Seguro-DesempregoSaque de FGTSMulta de 40% FGTSExemplos de Uso
SJ1Rescisão a pedido do empregadoNãoParcial (apenas saldo atualizado, exceto inativas)NãoPedido de demissão voluntária; código no TRCT e eSocial S-2390
I1Demissão sem justa causaSim (3 a 5 parcelas)IntegralSim (40% sobre saldo total)Término por iniciativa do empregador; equivalente a 10 no CAGED
41Acordo mútuo (consensual)Não (mas 80% do saldo FGTS)Até 80%Proporcional (20%)Negociação pós-MP 1.045/2021; evento S-2390 com variação
V1Término de contrato por prazo determinadoNãoParcialNãoContratos temporários ou sazonais; alta em 2024 de 15% nos casos
Essa tabela ilustra como o SJ1 é menos favorável em termos de benefícios, incentivando análises prévias. Fonte: Adaptação de guias oficiais do MTE.

Principais Duvidas

O que acontece se eu pedir demissão usando o código SJ1 e quiser sacar o FGTS?

No caso de rescisão com código SJ1, o saque integral do FGTS não é liberado, pois se trata de iniciativa voluntária do empregado. Você tem direito apenas ao saldo depositado durante o contrato, sem a multa rescisória. Exceções incluem contas inativas há mais de três anos ou situações de calamidade pública. Recomenda-se consultar a Caixa Econômica Federal para verificação individual.

Posso receber seguro-desemprego com o código SJ1?

Não, o seguro-desemprego é exclusivo para demissões involuntárias, como sem justa causa (código I1). Com SJ1, o benefício é negado pelo Ministério do Trabalho, conforme Lei 7.998/1990. Se houver erro na codificação, pode-se recorrer administrativamente, mas a elegibilidade depende de prova de involuntariedade.

Como o empregador deve registrar o SJ1 no eSocial?

O registro ocorre no evento S-2390 (Desligamento), selecionando SJ1 como motivo. Deve incluir dados como data de saída, verbas rescisórias e homologação do TRCT. Atrasos ou erros podem gerar multas de R$ 800 a R$ 3.200 por evento, conforme normas de 2025.

Há diferenças no SJ1 para contratos por prazo determinado?

Sim, em contratos por prazo determinado, o SJ1 aplica-se se o empregado pedir rescisão antecipada, mas sem penalidades adicionais além das verbas proporcionais. Diferente de prazos indeterminados, não há obrigatoriedade de homologação sindical, simplificando o processo.

Em 2025, houve mudanças no código SJ1 pela reforma trabalhista?

Não houve alterações significativas na CLT ou eSocial para o SJ1 em 2025. A digitalização do TRCT via gov.br facilitou o uso, mas as restrições a FGTS e seguro-desemprego permanecem inalteradas pela MP 1.108/2022.

Posso converter um pedido de demissão (SJ1) em acordo consensual depois?

Sim, é possível negociar um acordo mútuo, alterando para código 41, que permite saque de até 80% do FGTS e multa de 20%. Deve ser formalizado antes do pagamento das verbas para evitar contestações judiciais.

Quais são as estatísticas recentes de uso do SJ1 no Brasil?

Em 2024, representou 12% dos desligamentos, com 1,8 milhão de casos, segundo o Novo CAGED. Projeções para 2025 indicam alta de 5%, impulsionada por mobilidade laboral.

Reflexoes Finais

O código de afastamento SJ1 representa uma ferramenta essencial para registrar rescisões contratuais iniciadas pelo empregado, garantindo transparência nos sistemas trabalhistas brasileiros. Embora ofereça autonomia ao trabalhador, suas restrições – como a ausência de seguro-desemprego e saque limitado de FGTS – destacam a necessidade de planejamento prévio e, idealmente, negociação para alternativas como o acordo consensual. Com a digitalização avançando em 2025, o uso correto do SJ1 no eSocial e TRCT evita complicações fiscais e assegura direitos básicos, como verbas rescisórias proporcionais.

Para empregados considerando essa opção, recomenda-se consultar um advogado trabalhista ou o sindicato para maximizar benefícios. No cenário econômico atual, com maior rotatividade, compreender o SJ1 contribui para decisões informadas, promovendo uma transição suave para novas oportunidades. Em resumo, o código SJ1 equilibra liberdade individual com as normas protetivas da CLT, reforçando a importância da conformidade em um mercado dinâmico.

Fontes Consultadas

Stéfano Barcellos
Editor-Chefe
Stéfano Barcellos é desenvolvedor, editor e uma referência na curadoria de conteúdo digital no Brasil. Com mais de 15 anos de atuação, transitou por diversas áreas do ambiente digital — da criação editorial ao desenvolvimento de sistemas — consolidando uma perspectiva estratégica que integra tecnologia e comunicação. Formado em Direito pela Universidade Cató...

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